Anjos, Vampiros e Afins...


21/06/2009


 

 

WICCA

Dias de Poder

 

No passado, quando as pessoas viviam em conjunto com a natureza, o passar das estações e os ciclos lunares da lua tinham um profundo impacto em cerimónias religiosas. Por ser a Lua vista como um símbolo da Deusa, cerimónias de adoração e magia aconteciam sob sua luz. A chegada do Inverno, as primeiras actividades da primavera, o quente verão e a entrada do Outono também eram marcados por rituais.

Os Wiccanos, herdeiros das religiões pré-cristãs da Europa, ainda celebram a Lua cheia e observam as mudanças das estações. O calendário religioso Wiccano possui treze celebrações de Lua Cheia (esbats) e oito Sabbats, ou dias de poder.

Quatro desses dias (ou melhor, noites) são determinados pelos solstícios e equinócios, o início astronómico das estações. Traços deste antigo costume ainda são encontrados no Cristianismo. A Páscoa, por exemplo, é celebrada no Domingo que se segue à primeira lua cheia após o equinócio de primavera no hemisfério norte, uma maneira bem pagã de organizar ritos religiosos. Os outros quatro rituais baseiam-se em antigos festivais folclóricos (e, de certo modo, aqueles do Oriente Médio). Os rituais estruturam e ordenam o ano Wiccano, além de nos lembrar do infinito ciclo que perdurará muito depois que partirmos.

Quatro dos Sabbats - talvez os que há mais tempo são observados - eram provavelmente associados à agricultura e aos ciclos reprodutivos dos animais. São eles o Imbolc (2 de fevereiro), Beltane (30 de abril), Lughnasadh (1° de agosto) e Samhain (31 de outubro). Estes são nomes celtas, muito comuns entre os Wiccanos, apesar de existirem muitos outros. Essas datas referem-se ao hemisfério norte, no Hemisfério sul as datas são:

 

«       Lammas - 2 de fevereiro

«       Samahain - 30 de abril

«       Imbolc - 1 de agosto

«       Beltane - 31 de outubro

 

Quando a observação cuidadosa do céu levou a um conhecimento comum do ano astronómico, os solstícios e equinócios (por volta de 21 de março, 21 de junho, 21 de setembro e 21 de dezembro – as datas corretas variam de ano para ano) foram incorporados à estrutura religiosa.

Quem foram os primeiros a cultuar e gerar energia nesses períodos? Esta questão não pode ser respondida. Entretanto, esses dias e noites sagrados são a origem dos 21 rituais Wiccanos.

Versões altamente cristianizadas dos Sabbats também foram preservadas pela igreja católica.

Os Sabbats são rituais solares, assinalando pontos no ciclo anual do Sol, e constituem apenas metade do ano ritual Wiccano. Os Esbats são as celebrações Wiccanas da Lua Cheia. Nesta data, nós nos reunimos para cultuar Aquela Que É. Não que os Wiccanos omitam o Deus nos Esbats - ambos são normalmente reverenciados em todas as ocasiões.

Anualmente, ocorrem 12 a 13 Luas cheias, ou uma a cada 28 ¼ dias. A Lua é um símbolo da Deusa, bem como uma fonte de energia. Assim, após os aspectos religiosos dos Esbats, os Wiccanos costumam praticar magia, desfrutando do maior poder energético que, crê-se, exista nesses períodos.

Alguns antigos festivais pagãos, desprovidos de suas qualidades sagradas pelo domínio do cristianismo, se degeneraram. O Samhain aparentemente pertence agora aos fabricantes de doces nos Estados Unidos, enquanto o Yule foi transformado de um dos sagrados dias pagãos num período de grosseiro comercial. Até mesmo os ecos do nascimento de um salvador cristão são co-audíveis diante do zumbido electrónico das máquinas registradoras.

Mas a velha magia permanece nesses dias e noites, e os Wiccanos os celebram. Rituais variam enormemente, mas todos se relacionam à Deusa e ao Deus, e à nossa morada, a Terra. A maioria dos ritos acontecem à noite, por motivos práticos assim como para criar certo clima de mistério. Os Sabbats, sendo baseados no Sol, são mais normalmente celebrados ao meio-dia ou na aurora, mas hoje isto é raro.

 

Escrito por Patty às 23h02
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01/03/2009


Por isso eu acredito no ORNITORRINCO DA  PÁSCOA RS

Os Mitos da Páscoa
pesquisa de Eloisa Vargas

EOSTAR O Equinócio de Primavera no hemisfério Norte
(20 a 23 de Março)


A Páscoa simboliza a capacidade que o ser humano possui de renascer e de renovar-se a cada ciclo do tempo. Esta capacidade esta associada a condiçãoo de libertar-se de tudo o que é velho e abrir-se para o novo. Na simbologia cósmica, significa o renascimento da Terra em sua força de fertilidade ( primavera) após um período de morte (inverno). Os eventos sazonais referem-se ao hemisfério Norte e são adaptados ao hemisfério Sul.

Conforme a história, a  Páscoa existe em muitas tradições e culturas e data de bem antes da era cristã. A Páscoa, nas antigas culturas e para os povos que ainda seguem esta tradição,  simboliza o rito da fertilidade da Terra, o redespertar da vida e da natureza. Esta energia ou força que surge nesta época foi personalizada na figura de uma mulher, a Deusa,  uma vez que as antigas religiões eram essencialmente matriarcais. 

Estas Deusas, símbolos da energia de renascimento e fertilidade,  diferenciam-se conforme a cultura de cada povo. Temos assim,  Astarte (Fenícia),  Kali (hindu), Hathor (egpcia), Afrodite (grega), Perséfone, Ashtoreth (judaico-cristã). Todas estas divindades estão relacionadas a lua nova e a nova vida, assim como a vida após a morte e a morte após a vida no eterno ciclo de morrer para renascer. A alegoria ao renascimento refere-se a esta vida num processo pessoal para cada ser e estende-se metaforicamente para o processo de morte e renascimento em outras esferas de evolução (outros mundos).

Na cultura Celta, os rituais sazonais são denominados de Sabbats. A Páscoa, é o Sabbat de Ostara. Oster  é a Deusa da Fertilidade também denominada de Eostre. Em algumas tradições celtas, as deidades da fertilidade reverenciadas nesse dia são a Deusa das Plantas e o Senhor das Matas. Como ocorreu  com a maioria dos antigos festivais pagãos, o equinócio da primavera foi também cristianizado e adaptado pela igreja tornando-se o que conhecemos por  Páscoa. A Páscoa cristã celebra o mito da ressurreição do Cristo. A Páscoa (em inglês Easter, nome derivado da deidade, Eostre) só recebeu oficialmente esse nome após o fim da Idade Média.


A Páscoa nos rituais Celtas - Ostara
Sabbat  do Equinócio de Primavera

Ostara é o festival em homenagem á Deusa Oster, Senhora da Fertilidade, cujo símbolo é o coelho. Foi desse antigo festival que teve origem a Páscoa.
Nesse dia sagrado, os antigos acendiam fogueiras ao nascer do sol, tocavam sinos e decoravam ovos cozidos. Este antigo costume pagão associado á Deusa da fertilidade ainda é praticado por todos os adeptos desta cultura. Por isso os ovos, símbolos de fertilidade e da reprodução, eram usados nos antigos ritos da fertilidade. Pintados com vários símbolos mágicos eram lançados ao fogo como oferenda á Deusa. Em certas partes do mundo pintavam-se os ovos com cores do equinócio da primavera, como de amarelo ou dourado (cores solares sagradas), utilizando-se para honrar ao Deus Sol.

 Nos países de origem Celta, nesta época do ano, a Deusa Oster ou Eostre é lembrada e honrada com festivais que incluem flores, cores vivas, ovos e lebres. As flores e as cores vivas representam a primavera; os ovos representam a possibilidade de uma nova vida; os rituais são feitos em homenagem á Mãe Natureza, que mais uma vez fertilizará seus campos e nutrirá os homens que vivem sobre o seu leito; e a lebre branca é o animal sagrado dedicado á Lua, que simboliza a fertilidade e a Deusa.

Lebre, o animal sagrado 
da Deusa Eostre
 
                          
Deusa Eostre, deusa saxônica da fertilidade que segura um ovo nas mãos e tem um coelho aos seus pés ( ou no colo como na representação acima).


A Lebre da Páscoa (e não o Coelho) era o animal sagrado da deusa teutônica da Primavera, Eostre, a deusa lunar que dava fertilidade á terra e tinha cabeça de Lebre. A palavra inglesa para Páscoa,* Easter, provêm do nome da deusa Eostre, também designada Ostara ou Eostar. O dia do culto de Eostre, a Páscoa (Easter), que ainda é praticado pelos seguidores da tradição celta, é no primeiro Domingo depois da primeira Lua Cheia, após o equinócio da Primavera ( hemisfério norte), ocorrendo entre os dias 19 e 22 de Março.

A Lebre, sendo o símbolo da Lua, associa-se a Páscoa porque a Lua é utilizada para determinar a data da Páscoa. Os católicos, através do Concílio de Nicéia em 325 fixaram o dia de Páscoa no primeiro Domingo depois da Lua Cheia, a partir de 21 de Março.

A simbologia 
cósmica do Ovo

            
O Ovo é o símbolo da imortalidade, da ressurreição e da abundância da vida que é manifesta na Primavera. É o símbolo perfeito do Universo entre os Chineses, os Egípcios, os Gregos, os Romanos, os Persas e outros povos.

Os antigos Egípcios, Chineses, Gregos, Persas e Romanos trocavam ovos na Primavera, estação onde todos os seres da natureza renasciam após o Inverno, em homenagens  e oferendas aos deuses da fertilidade. Na tradição teutônica, os druídas pintavam os ovos de vermelho escarlate em honra do deus-Sol e os anglo-saxônicos ofereciam ovos coloridos é deusa Eostre. Muitos países do Leste Europeu como a Ucrânia, a Polônia, a Macedônia, a Rússia, a Bulgária e outros tem como tradição pintar ovos durante o período da Páscoa. Na Igreja Ortodoxa Russa os ovos são abençoados na igreja durante o período da Páscoa e são um componente especial na refeição da manhã do dia de Páscoa. Também nos países nôrdicos, bem como na Alemanha, na Inglaterra, na Holanda e em França as crianças vão de porta em porta pedindo ovos da Páscoa.Esta prática foi-se generalizando por todos os países de tradição católica.

 

Ovos decorados - A arte do Pysanky de origem ucraniana
Um costume Ucraniano muito antigo chamado "pysanky" ainda hoje é usado na Páscoa. A arte do Pysanky é a técnica usada para decorar ovos de aves com cores e símbolos. As cores e os símbolos estão relacionados ao desejo da pessoa que o criou. Ou seja, um ovo é pintado e decorado com os desejos de uma pessoa ao ofertá-lo a uma outra. Mas é preciso usar símbolos, e não palavras e frases.



Reinterpretação Cristã dos mitos ancestrais

O Ovo da Páscoa é reinterpretado pelo Cristianismo representando a ressurreição da Vida em Cristo. O Ovo simbolizará, assim, o sepulcro de onde Cristo ressuscitou. Este símbolo está presente em muitas lendas relacionadas com a Morte e Ressurreição de Cristo. A tradição católica polaca conta duas lendas sobre este tema. Uma diz que Maria, a mãe de Jesus, ofereceu ovos aos soldados que levavam Jesus pedindo-lhes que fossem menos cruéis. As suas lágrimas ao caírem nos ovos pintaram-nos de cores brilhantes. Outra lenda conta que Maria Madalena foi ao sepulcro para untar o corpo de Jesus, tendo levado com ela uma cesta de ovos para lhe servir de alimento. Quando chegou ao sepulcro e destapou a cesta, as cascas brancas dos ovos transformaram-se miraculosamente num resplandecente arco-íris.

A tradição católica adotou também a Lebre Branca como símbolo da pureza e da fé. Os seus olhos permanentemente abertos e atentos simbolizam a vigilância contra a tentação e o pecado. A Virgem Maria é, por vezes, representada com uma Lebre Branca á seus pés. Quanto á Lebre como símbolo da esperança e da fé, há uma lenda cristã que conta que uma jovem lebre esperou ansiosamente, durante três dias, que o seu amigo Jesus voltasse ao Jardim de Gethsemane, preocupada que estava com o que lhe poderia ter acontecido. Pela manhã cedo do dia de Páscoa, Jesus voltou ao seu jardim favorito e foi alegremente recebido pelo seu amigo animal. Nessa tarde, os discípulos de Jesus que se juntaram no referido jardim para orar, depararam-se com um caminho de esporas floridas e no centro de cada botão em flor estava a imagem da Lebre como uma recordação e uma homenagem á paciência e á esperança demonstradas por tão dedicada e crente criatura.

 

  • A expressão portuguesa Páscoa vem do hebreu pesach, nome da festividade judia da Primavera que tem lugar no 7º mês do calendário hebraico e em que é que celebrado o êxodo dos Israelitas do Egito. O festival dura 8 dias e foi durante esta festa dos Judeus que Jesus, o Judeu, foi crucificado.

 

Adaptações Cristãs

A Páscoa, como quase todas as festividades religiosas cristãs, é enriquecida com inúmeras características, costumes e tradições pagãs. As adaptações criaram algumas características específicas tais como o hábito de usar um pequeno ramo no domingo anterior ao Domingo de Páscoa, que ficou conhecido como o Domingo de Ramos. Os ovos naturais foram substituídos por ovos de açucar ou chocolate e pouco se vê, hoje em dia, o ninho original que era confeccionado com ervas e ovos de aves. Outro costume era o de tomar um banho ritual ostico na quinta-feira - que passou a ser apenas uma cerimônia de lava-pés. 


Sexta Feira Santa 
e sábado de aleluia

A sexta-feira santa era o dia que representava o sacrifício da Deusa, que se ausentaria deste mundo e iria para o mundo dos espíritos, de onde retornaria no terceiro dia e anunciaria a fertilidade dos campos. Em tempos remotos, neste dia, o sangue de um carneiro (ou outro animal) era espalhado pelo solo em sacrifício e homenagem é Deusa. Esse dia ficou conhecido como o dia em que Jesus "desceu á Mansão dos Mortos..."e de onde retornaria no terceiro dia, ascendendo aos céus e se colocaria sentado á direita do Pai Eterno. 
Esse sacrifício simbolizaria que a luz vencera as trevas, tornando o amanhecer do Domingo de Páscoa um momento de culto ao sol. Esta é a origem, hoje em dia, das cerimônias cristãs matinais do Domingo de Páscoa. Em países árabes, os cristãos fizeram do Sábado de Aleluia, o Dia da Luz.

 

Calendário ocidental

Até hoje, o domingo de Páscoa é determinada pelo sistema do calendário lunar, que estabelece o dia santo no primeiro domingo após a primeira lua cheia, ou após o equinócio da primavera. (Formalmente isso marca a fase de gravidez da Deusa, atravessando a estação fértil).




Escrito por Patty às 16h11
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29/01/2009


O que um cachorro precisa para ser feliz?

Muita gente pensa que para um cachorro ser feliz basta dar água, comida e um pouco de carinho. No entanto é um pouco mais do que isto!

No início parecia fácil desenvolver este texto. Só seria necessário observar alguns clientes, cães de vizinhos, etc.. Depois estudar um pouco, trocar idéias com o Bud (meu border-lata) e passar para o papel. Ou melhor, para a tela do computador.

Casa, comida e roupa lavada? Definitivamente não. Isso só funciona na televisão e nos filmes. Ah, e para humanos, não animais. Se não fosse exagero, até diria que para eles é o contrário. Bem, nem tanto ao céu, nem à terra. O que eu quis dizer é que já vi muito "cachorro de madame" com uma casa maravilhosa, ração de qualidade, espaço e tudo o mais que, teoricamente, o cão precisaria para se contentar, e este cão parecer muito insatisfeito, é considerado apenas mais um enfeite de luxo na casa. Ao passo que dificilmente vemos um cachorro de um catador de papéis, ou mesmo morador de rua, triste. Eles andam sempre com seus donos, perambulando e com a cauda alta e feliz.

Ao perceber isso meu pensamento se transformou numa sucessão de perguntas, mas considerei a mais importante "o que NÓS precisamos para ser feliz?" Cada um de nós é um ser diferente, com necessidades diferentes. Algo que me deixa muito feliz pode ser totalmente indiferente para outra pessoa. Com os cães é quase a mesma coisa, mas sem dúvida, a única coisa que é igual em termos de felicidade para um cão é ter companhia. Ou seja, alguns gostam mais de petiscos, outros de brinquedos, outros de palmas, mas o que todos gostam com certeza é companhia. Claro que isso só não basta.

Resolvi colocar palavras importantes para o cão, para tentarmos colocar essas palavras na prática e não apenas na teoria. São necessidades, na sua maioria DIÁRIAS, do seu peludo.

CHEIROS – O cachorro se utiliza deste artifício para conhecer tudo que o envolve e ao ambiente. Enquanto o ser humano tem cerca de 5 milhões de células olfativas, o cachorro possui 220 milhões de “receptores de cheiro” (“The Dog’s Mind” de Bruce Fogle - pág. 35). Através do cheiro que o cachorro deixa pelo caminho no xixi, o próximo peludo que por lá passar vai saber todas as características do anterior, como idade, sexo, tamanho. Digamos que o cheiro é algo como o RG do animal. Por isso, donos e donas conscientes, não se envergonhem quando seus cachorros se encontrarem pela rua e um começar a cheirar o bumbum do outro. Nada de puxar a guia dando bronca, eles estão apenas se conhecendo, pois nesse lugar existe uma glândula que os apresenta pelo cheiro. Esta cheirada deles seria considerada o nosso aperto de mãos.

CAMINHADAS – Também conhecidas por passeios, é essencial para a socialização, saúde e tudo mais de positivo que seu cachorro possa precisar. De preferência técnica utilizada com alguns acessórios como coleira, guia e saquinho de catar cocô. Os passeios diários com seu animal podem se transformar numa incrível fonte de prazer, pois através desses passeios você conhece melhor seus vizinhos, acaba conhecendo gente interessante na rua, faz amizades mais facilmente, talvez até arranje um namorado novo – que gosta de cachorro - e assim por diante. Eu costumo dizer que o melhor disso tudo é que a preguiça ficou mais de lado. Agora eu faço o que tiver que fazer num raio de aproximadamente 3 quilômetros com meu cachorro a pé. Antes ia até a esquina de carro. Minha saúde (e barriga) agradecem. Outro fator muito importante é que com passeios freqüentes, o cachorro não cria aquela neurose de latir pra qualquer coisa, não fica com medo de barulhos diferentes, se acostuma a todos os tipos de estímulos externos sem traumas.

COMIDA – Bem, o seu peludo vai comer a ração que você fornecer e mais tudo que ele conseguir roubar, como as tiras do chinelo, o plástico que envolvia aquela carne, meias recentemente utilizadas, etc. Ok, é brincadeira, mas se transforma num assunto sério quando em exagero. Já vi um Bull Terrier (né, Nicolau?) que teve que fazer uma cirurgia e o veterinário tirou coisas inacreditáveis do estômago dele. Imagino que qualquer outra raça teria morrido nessas circunstâncias. Mas é vital uma ração de boa qualidade, assim como a quantidade certa descrita na embalagem. Às vezes nos assustamos com o preço de rações super premium, mas se compararmos custo / benefício veremos que vale a pena. Em primeiro lugar a quantidade utilizada é bem menor. Em segundo, você vai perceber a diferença na pelagem, na saúde e principalmente e mais perceptível, nas fezes, menores e com intervalos de tempo maiores. Isso ocorre porque o cachorro absorve melhor os nutrientes dessa linha de ração.

Não coloque alimento de gente misturado na ração, a não ser que o veterinário mande. Existem alimentos para o nosso consumo que os animais não conseguem digerir direito, causando aquelas fezes moles e problemas estomacais. Por exemplo, o chocolate tem uma substância altamente tóxica para cães. Tudo bem, conheço cachorro que come chocolate todo dia, por mais que eu peça para pararem de dar, e o cachorro continua por aqui. Um dia ele morre, do nada, simplesmente morre. Efeito final da tal toxina. Cebola também deve ser evitada.

DESCANSO – Um filhote precisa dormir em média 17 horas por dia. Após as brincadeiras o descanso é fundamental para o cão. Após longas caminhadas também. Devemos respeitar a hora do ronco dos cães, para nossa própria segurança. Os cães, diferente do que muita gente pensa, sonham. Normalmente esses sonhos são com caça e caçadores, presas, brincadeiras e coisas do dia-a-dia do animal. Já vi acontecer do cachorro dormir, provavelmente sonhar que estava sendo perseguido ou estava perseguindo algo, e o dono desavisado resolver incomodar o animal naquela hora. O dono tomou uma mordida que deu pena, mas não foi por maldade do cão, era como se o sonho estivesse acontecendo. Quantas vezes já vimos crianças fazerem xixi na cama por sonharem que estavam fazendo xixi. E comigo já aconteceu de um dia, quando pequena, meu pai me acordar atrasada para escola, batendo forte na porta. Na hora comecei a sonhar com guerra e as batidas se misturaram com metralhadoras. . . Perdi a hora, claro. Bem, o descanso do Totó faz parte de seu bem-estar e da sua saúde. Vamos deixá-los dormir o sono dos justos.

SUSTOS LEGAIS – Geralmente o peludo adora espantar pássaros ou qualquer outro ser miniaturizado que se manifeste de maneira esquisita quando chega correndo perto dele.

RECOMPENSA – Sempre que o seu cão fizer algo legal, recompense-o no momento exato. O cão não sabe o que é certo ou errado, mas sabe que se for recompensado é porque é a coisa certa a ser feita. Tudo que ele quer é agradar ao dono, apenas mostre a ele como fazer isso. Como? Carinho, petisco e demonstrações de afeto em geral. Eles adoram receber presentes desse tipo.

BUSCAR COISAS – Tudo que meu dono jogar, inclusive a roupa suja no cesto e as meias novas. É sério, depois que um cachorro aprende a buscar as coisas vocês terão diversão garantida por horas a fio. Bolinhas e brinquedos menores são geralmente os preferidos.

SER – Ser cuidado, ser tratado, ser alimentado, ser acompanhado, ser o cachorro dos seus sonhos, ser o centro das atenções. O animal adora ser e estar, participando de tudo que rola ao seu redor, fazendo parte da matilha (sim, humanos, somos a matilha). Essa é com certeza uma maneira de deixar o cão feliz, deixá-lo nos acompanhar nos eventos do dia-a-dia como levar as crianças pra escola, ir buscar, comprar o pão de manhã, levar nas atividades da família à tarde, etc.

ESTAR – Estando na companhia das pessoas que ele confia. . . Ele está feliz.

O que o faz muito mais feliz ? Ser tratado como cachorro, ou seja, um animal muito sociável, que faz parte de uma matilha – sua família – e precisa de uma hierarquia para entender as regras básicas de sobrevivência na sua casa. Quando ele define quem é o líder – faça o possível e o impossível para ser você, mas com justiça, não violência – a vida em família/matilha, fica super tranqüila.

Para entender o cachorro temos que tentar pensar como ele. Ele gosta de coisas diferentes de você, assim, respeite suas necessidades de cachorro, sua forma de pensar, de agir, de se alimentar. Quando você começa a entender o que seu cachorro espera de você, tudo fica mais fácil e gostoso.

O treinamento básico é fundamental para estimular e melhorar o relacionamento entre os donos e seus cães. Claro que sempre com a participação efetiva do dono. O treinamento com carinho, recompensa e participação do dono não tem como dar errado, e o cachorro fica super feliz de poder demonstrar pro dono que o entende e obedece. Acima de tudo ele o respeita por amor, não por medo. Depois de um treinamento básico vocês se entendem muito melhor, e o relacionamento fica cada dia mais gostoso. Vocês abrem uma linha de comunicação mútua, aumentando sempre a confiança de um no outro. Quando existir essa comunicação, tudo fica mais fácil.

Seja um dono justo para o seu cão. Quando você briga com ele por um motivo real, ele entende e não fica chateado com o dono. Ele descobre que errou e, se for repreendido da maneira correta, no momento certo, vai tentar acertar na próxima. Da mesma maneira, não esqueça de elogiar bastante sempre que possível. Isso fará de você o dono que ele espera, aceita, respeita e ama como líder.

Passeios, brincadeiras e exercícios devem fazer parte da rotina do animal. A rotina é outra coisa que para nós pode incomodar, mas para o seu cão significa a segurança que ele precisa. Uma rotina definida faz um cachorro feliz, e mudar a rotina é muitas vezes motivo de stress.

AMOR – Essa talvez seja a palavra-chave, a mais importante na vida de um cão. Ele nos dá o amor na sua forma mais pura. Se você for um dono responsável, carinhoso, justo e que transmite confiança ao seu animal, terá como retorno a forma mais linda e incondicional de amor, o amor de um cão, onde basta amar para ser amado. Nós da Lord Cão costumamos dizer que cachorro cansado é cachorro feliz. Curta ao máximo a companhia maravilhosa de um cão saudável e feliz. Assim você será feliz junto com ele.


Sheila Niski
Treinadora especializada em comportamento canino

Webanimal
www.webanimal.com.br

Escrito por Patty às 20h26
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- Se um cão não vier até você após ter olhado em seu rosto, você deverá ir para casa e examinar sua consciência .
Woodrow Wilson


- Se eu tenho alguma crença a respeito de imortalidade, esta é de que vários cães que eu conheci irão para o paraíso e muito, muito poucas pessoas .
James Thurber


- Se o seu cão não gosta de alguém, faça o mesmo .
Desconhecido


- Quanto mais pessoas eu conheço, mais eu gosto do meu cão .
Desconhecido


- No semblante de um animal que não fala, há todo um discurso que só um espírito sábio é capaz de entender !
Provérbio Indiano


Escrito por Patty às 20h19
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"Chegará o dia em que os homens conhecerão o íntimo dos animais e nesse dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a Humanidade."

Leonardo Da Vinci


Escrito por Patty às 20h04
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21/12/2008


 

SE EU PUDESSE FALAR...

Não passe tão indiferente

só porque eu não sou gente,

só porque não sei falar.

Também sou um ser vivente,

sinto as dores que você sente

mas não posso me expressar.

Sou um bicho abandonado,

pela vida maltratado,

quase sempre escorraçado,

até mesmo apedrejado!

Vivo sedento e faminto,

ninguém quer saber o que sinto!

Se fico doente e triste

vejo logo um dedo em riste.

E vem a sentença fatal:

-Melhor matar este animal!

-Ele deve estar raivoso!

Para sua comodidade

 vive dizendo inverdade,

fazendo muita maldade,

seu mentiroso.

Mesmo que esteja raivoso,

já foi descoberta a vacina.

Mas para a sua raiva humana,

ainda não existe remédio,

nenhuma medicação,

 com toda sua evolução,

 na história da medicina!

Você mata o próprio irmão,

faz guerras, assalta,

mata com ou sem razão,

às vezes por ambição!

É bem pior que eu,que chamam de vira-lata!

Olhe bem pro meu semblante:

-Estou triste, apavorado,pois, a qualquer instante,

posso ser sacrificado!

Mas você não se importa

nem com o seu semelhante!

-Você sim, está doente,egoísta, indiferente.

Mas se algo ruim lhe acontece

logo lembra que há Deus,chora, reza e faz prece...

mas Deus só ajuda aquele que de todos se compadece.

Lembre-se do que escreveu São Francisco de Assis:

-Quem maltrata um animal jamais poderá ser feliz!

Escrito por Patty às 20h04
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26/11/2008


 

Conquistador Barato
(Leo Jaime)

Eu mando os mesmos versos para um bando de garotas
Eu mesmo faço as manchas de baton na minha roupa
Eu sei que um dia desses eu ainda vou em cana
Porque eu mando mais torpedos que a marinha americana

Mas quando eu vejo um broto e digo "agora é pra valer"
Eu ouço os meus dentes batendo e os meus joelhos a tremer
Eu falo mil bobagens, eu não sei o que dizer
Mas mando a minha brasa e vou fingindo não saber

Que eu queimo o meu filme, eu enfio o pé na lama
Eu sujo o meu nome e ainda pioro a minha fama
De conquistador barato
Bam-bam-bam-bom-bom, bambolê

Eu sempre bato o carro olhando os brotos na calçada
E não decoro nomes – isso então é uma piada
Na praia ou nas festinhas eu só me meto em confusão
Porque eu paquero a garota e nem reparo o garotão

Mas quando encontro um broto e digo "agora é de verdade"
Eu fico como se tivesse apenas dois anos de idade
Eu faço mil bobagens, eu não sei o que dizer
Eu tiro o meu time pois eu sei que vou perder

Eu queimo o meu filme, eu enfio o pé na lama
Eu sujo o meu nome e ainda pioro a minha fama
De conquistador barato
Rodando mais que um bambolê

 

Escrito por Patty às 20h29
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A Vida Não Presta
(Leo Jaime/ Leandro/ Selvagem Big Abreu)

Você vai de carro pra escola
E eu só vou a pé
Você tem amigos à beça
E eu só tenho o Zé
Pra consolar, as tardes de domingo
Que eu passo a sofrer
Sonhando em ter
Um carro conversível
Pra você me querer

Quantas noites em claro eu passei
Tentando te esquecer
Quando à noite eu consigo dormir
Eu sonho é com você

A me dizer
Pra não ter ilusões
Que entre nós não pode ser
E é mesmo assim
Nem mesmo no meu sonho
Eu posso ter você pra mim

Eu tentei naquela festa
Você fugiu de mim
E eu pensei:
A vida não presta, ela não gosta de mim
Eu pensei:
A vida não presta, ela não gosta de mim

Escrito por Patty às 20h24
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Momento nostalgia rs

É, Eu Sei
(Leandro/Leo Jaime)

 É, eu sei
Se você não me der bola
Meu bem eu ligo pra uma outra agora
Já gastei contigo quase todo o meu ordenado
E você vem com esse papo de um antigo namorado
Que numa hora dessas lhe telefonou
Em busca de momentos do passado
E eu como é que fico nesta história?

É, eu sei eu tô bancando é o palhaço
É você se divertindo em outros braços
Eu tentei fazer de tudo pra você ficar sempre ao meu lado
Mas você sempre inventava um compromisso ou resfriado
Uma desculpa tola pra me dispensar
Eu tava mesmo até desconfiado
Que tinha jacaré no lago

Escrito por Patty às 20h15
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18/11/2008


 

Pelas Ruas da Cidade (A Vida Continua)

Kid Abelha

Composição: George Israel / Paula Toller

quando a gente pensa
q está tudo bem
e faz milhões de planos para o ano q vem
vem mais uma guerra
mais uma traição
vem a iniquidade
mais uma recessão
quando a gente pensa
q está tudo ok...
vem saudade, vem doença, vem tristeza
mais a fúria da natureza
eu quero continuar a andar
pelas ruas da cidade
procurando ver a gente viver
esquecendo de mim
pensando em vc
tchururu ...pensando em vc
quando a gente pensa
q está tudo o fim
todo dia de manhã só notícia ruim
vem 1 novo ritmo
vem mais 1 amigo
1 novo trabalho
uma nova paixão
quando a gente pensa
q passou do chão
carnaval, aniversário, 1 novo campeão
uma nova invenção

Escrito por Patty às 20h10
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Solidão Bom Dia!

Kid Abelha

Composição: George Israel / Paula Toller

deu formiga em minha cama
hoje é 1 dia comum
não acabou a guerra
não há 1 novo amor
a solidão me conhece
vou tentando esquecer
mas ela chega, me olha
e estende a sua mão
então só resta lhe dizer
solidão, bom dia!
abre a porta, pode entrar
solidão, bom dia!
abre a porta, pode entrar
ninguém faz aniversário
não chegou o verão
nada de extraordinário
é só a solidão
a solidão aparece
vou tentando evitar
mas ela chega na hora
não é de atrasar
então só resta convidar
a solidão telefona
eu tento não atender
mas ela deixa recado
"Onde está você?"
então só resta responder

solidão, bom dia!
abre a porta, pode entrar

Escrito por Patty às 20h01
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15/11/2008


 

Andrea Doria

Legião Urbana

Composição: Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Marcelo Bonfá

Às vezes parecia
Que de tanto acreditar
Em tudo que achávamos
Tão certo...

Teríamos o mundo inteiro
E até um pouco mais
Faríamos floresta do deserto
E diamantes de pedaços
De vidro...

Mas percebo agora
Que o teu sorriso
Vem diferente
Quase parecendo te ferir...

Não queria te ver assim
Quero a tua força
Como era antes
O que tens é só teu
E de nada vale fugir
E não sentir mais nada...

Às vezes parecia
Que era só improvisar
E o mundo então seria
Um livro aberto...

Até chegar o dia
Em que tentamos ter demais
Vendendo fácil
O que não tinha preço...

Eu sei é tudo sem sentido
Quero ter alguém
Com quem conversar
Alguém que depois
Não use o que eu disse
Contra mim...

Nada mais vai me ferir
É que eu já me acostumei
Com a estrada errada
Que eu segui
E com a minha própria lei...

Tenho o que ficou
E tenho sorte até demais
Como sei que tens também...

Escrito por Patty às 20h51
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12/11/2008


 

O Natal - Porque 25 de dezembro?

Moacyr Mallemont Rebello Filho

http://www.armazemdesonhos.com/coluna-Moacyr/onatal/onatal.htm

A Bíblia não apresenta nenhuma referência relativa à data do nascimento de Jesus Cristo. Não é uma questão de esquecimento, e muito menos de ser tratado como um fato irrelevante. Pelo contrário! Na realidade os antigos calendários romanos eram muito pouco confiáveis, e Roma, através de Júlio César tinha recém apresentado em 45 AC, um novo modelo, que incluía o mês de Julho, em sua própria homenagem. Posteriormente o Imperador Augusto, que o sucedeu, incluiu Agosto, também com 31 dias, por se considerar igualmente importante. Por isso até hoje Fevereiro, órfão no inverno europeu, tem menos dias que os demais meses do ano. Os antigos calendários romanos tinham às vezes, semanas de quinze dias e meses de dez dias, de acordo com o humor do Imperador reinante.

Os antigos, não tinham o privilégio de saberem as datas de nascimento, casamento ou falecimento, pois estas simplesmente não estavam disponíveis para os menos abastados. Esses registros só são tratados de forma sistemática, pela Igreja Católica, a partir de 1640. Não existem registros históricos a respeito de ”Festas de Aniversário” na Antigüidade. Não é de se supor que existissem. Pelo menos nada contribui para que assim se pense.

Além disso, o tempo era tratado de forma cíclica e repetitiva, sob a perspectiva lunar voltada mais para a agricultura, e a pequena criação de animais domésticos. Sob esse aspecto, os solstícios da Primavera e do inverno, eram reverenciados com certo grau de importância. Os Celtas, descendentes provavelmente dos Hititas e que imigraram do Oriente Médio para o norte da Europa em duas levas, entre 7.000 e 5.000 AC, tratavam o Solstício do Inverno, em 25 de dezembro, como um momento extremamente importante em suas vidas. O ingresso no túnel longo e escuro do inverno, não dizia quem regressaria da viagem insólita. Longas noites de frio, por vezes com poucos gêneros alimentícios e rações, para si e para os animais com que conviviam num mesmo cômodo, para manter a temperatura mais amena. Ao grande banquete de despedida, no dia 25 de dezembro, seguiam-se 12 dias de festas terminando no dia 6 de Janeiro.

Esses rituais pagãos receberam, no decorrer dos tempos, outros nomes, em outras sociedades.

Em Roma, o Solstício do Inverno era celebrado, muitos séculos antes do nascimento de Cristo. Os Romanos o chamavam de Saturnálias (Férias de Inverno), em homenagem a Saturno, o Deus da Agricultura, que permitia o descanso da terra. Em 274, o Imperador (270-275) Aureliano (214-275), proclamou o dia 25 de dezembro, como “Dies Natalis Invicti Solis” (O Dia do Nascimento do Sol Inconquistável). O Sol reinando com seu calor no espaço, muito acima do frio inverno na Terra.

O Papa (337-352) Júlio I (280-352), decretou em 350, que o nascimento de Cristo, deveria ser comemorado no dia 25 de Dezembro, pois o calor do seu amor eterno, era mais importante do que qualquer outra forma de proteção.

Santo Agostinho (354-430), filho de Santa Mônica, e Bispo na Numídia, no norte da África, foi o primeiro grande Teólogo da Igreja Católica, e que escreveu “Cidade de Deus” e “Confissões”, foi o primeiro sacerdote da Igreja Católica a dedicar-se ao estudo do tempo, sob a perspectiva platônica. Suas analogias entre a “Cidade de Deus” e a “Cidade dos Homens”, guiaram o pensamento da cristandade até a Idade Média. São Tomás de Aquino, apenas reorientou-o, embasado na lógica aristotélica.

No entanto o Calendário Juliano, elaborado sob a orientação do Cônsul Romano Júlio César, tinha o defeito de perder um dia a cada 128 anos, fazendo o “Ano Tropical” se deslocar cada vez mais para trás.

Posteriormente o Papa (1572-1585) Gregório XIII (1502-1585) através da Bula Papal, "Inter Gravissimus", assinada em 24 de fevereiro de 1582 apresentou um novo calendário, com um “Ano Tropical”, de 365,2524 dias (365 97/400), fazendo com que o erro de um dia fosse diluído por 3.300 anos. A proposta foi formulada Aloysius Lilius, um físico napolitano, e aprovada no Concílio de Trento (1545/1563). O erro foi corrigido, fazendo com que ao dia 4 de outubro de 1582, sucedesse imediatamente o dia 15 de outubro do mesmo ano.

Onze dias de erros acumulados, desapareceram do mapa! Nesses período de tempo, ninguém nasceu, casou ou faleceu nas Penínsulas Itálica e Ibérica, incluindo ai as colônias portuguesas e espanholas nas Américas. Outros países o adotaram posteriormente. România em 1919 e Rússia em 1918, foram os últimos.

Mas o fato interessante desta correção, é que a distribuição do erro pelo decorrer do ano, fez com que o Solstício do Inverno, mudasse de data, passando a acontecer, dependendo do ano, entre o dia 21 e o dia 23 de dezembro. Esta era a razão fundamental para comemoração do Nascimento de Jesus, no dia 25 de Dezembro, a porta de entrada da estação do inverno no Hemisfério Norte.

O Natal continuou a ser comemorado no dia 25 de Dezembro!

Outros problemas persistem ainda sem solução. Inclusive o do ano em que vivemos atualmente. Quando Cristo nasceu, estávamos sob o Calendário Juliano, que só começou a ser seguido fielmente a partir do ano 8. Hoje em dia, sabemos que há pelo menos uma diferença de no mínimo 6 anos, em relação ao ano correto do nascimento de Cristo. Antigamente os anos eram contados a partir da fundação de Roma. Mas a data da fundação de Roma, não é corretamente conhecida. A mais comumente aceita, é 21 de Abril do terceiro ano, da 6a Olimpíada, que corresponderia a 753 AC, segundo os cálculos de Varro (116-27 AC). Na era Varroniana, 753 AC é conhecido como o ano 1 AUC, “Ab Urbe Condita” (desde a fundação da cidade).

Dionysius Exiguus, que viveu no 6o século DC, procurou estabelecer uma sucessão seqüencial dos governantes romanos, para fixar o ano do nascimento de Cristo. Cometeu no entanto dois grandes erros conhecidos;

  1. não computou que Caesar Augustus, sobrinho-neto de Julius Caesar, governou quatro anos sob o nome de “Otaviano”, como parte de um triunvirato.
  2. considerou como ano anterior ao ano 1 DC, o ano 1AC. Com isto mais um ano, o “ano zero”, deixou de ser incluído na contagem.

Portanto o Natal não é comemorado no dia do Solstício do Inverno, como se pretendia, nem estamos no ano 2001! Conseqüentemente Cristo nasceu, segundo se sabe até agora, no ano 6 AC, o que é uma grave incoerência. Mas o que importa é o que nossos corações estão dispostos a oferecer de amor. Esta é a verdadeira lição que Ele nos legou.

Escrito por Patty às 20h49
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01/11/2008


 

 Halloween

Introdução


O Halloween é uma festa comemorativa celebrada todo ano no dia 31 de outubro, véspera do dia de Todos os Santos. Ela é realizada em grande parte dos países ocidentais, porém é mais representativa nos Estados Unidos. Neste país, levada pelos imigrantes irlandeses, ela chegou em meados do século XIX.

História do Dia das Bruxas

A história desta data comemorativa tem mais de 2500 anos. Surgiu entre o povo celta, que acreditavam que no último dia do verão (31 de outubro), os espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos. Para assustar estes fantasmas, os celtas colocavam, nas casas, objetos assustadores como, por exemplo, caveiras, ossos decorados, abóboras enfeitadas entre outros.
Por ser uma festa pagã foi condenada na Europa durante a Idade Média, quando passou a ser chamada de Dia das Bruxas. Aqueles que comemoravam esta data eram perseguidos e condenados à fogueira pela Inquisição.
Com o objetivo de diminuir as influências pagãs na Europa Medieval, a Igreja cristianizou a festa, criando o Dia de Finados (2 de novembro).

Símbolos e Tradições

Esta festa, por estar relacionada em sua origem à morte, resgata elementos e figuras assustadoras. São símbolos comuns desta festa: fantasmas, bruxas, zumbis, caveiras, monstros, gatos negros e até personagens como Drácula e Frankestein.
As crianças também participam desta festa. Com a ajuda dos pais, usam fantasias assustadoras e partem de porta em porta na vizinhança, onde soltam a frase “doçura ou travessura”. Felizes, terminam a noite do 31 de outubro, com sacos cheios de guloseimas, balas, chocolates e doces.

Halloween no Brasil

No Brasil a comemoração desta data é recente. Chegou ao nosso país através da grande influência da cultura americana, principalmente vinda pela televisão. Os cursos de língua inglesa também colaboram para a propagação da festa em território nacional, pois valorização e comemoram esta data com seus alunos: uma forma de vivenciar com os estudantes a cultura norte-americana.
Muitos brasileiros defendem que a data nada tem a ver com nossa cultura e, portanto, deveria ser deixada de lado. Argumentam que o Brasil tem um rico folclore que deveria ser mais valorizado.
Para tanto, foi criado pelo governo, em 2005, o Dia do Saci (comemorado também em 31 de outubro).

Escrito por Patty às 22h39
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24/10/2008


 

O QUE É BRUXA?

Bruxa, em sânscrito, quer dizer “mulher sábia” ou sabedoria feminina, ou seja, deusa, mulher mágica, mulher = bruxa.

Esta história começa há mais de dois mil anos, quando a mulher era endeusada pelos homens. O homem acreditava que a mulher era um “ser mágico”, pois ela podia gerar filhos e ele não. A mulher menstruava todo mês, sangrava e não morria. O homem, muitas vezes ferido em combate ou caçando, sangrava até morrer.
Sem contar que o tipo de amor da mulher é diferente em relação ao do homem. A mulher ama incondicionalmente e o homem direciona o seu amor. A mulher tem um jeito todo especial de cuidar do seu homem e de seus filhos. Tudo isso era magia. Há mais de dois mil anos, a mulher era só mulher e o homem, só homem. Hoje, com a influência do urbanismo, tecnologia, ciência, e sabe-se lá o que mais, o homem é um pouco feminino e a mulher acabou se masculinizando. O homem feminino e a mulher masculina. Predicados necessários para sobreviver nos tempos atuais.
Quando a Inquisição chegou, a mulher já estava despersonalizada e o homem, que a defendia e que a acabou anulando, também matava por interesses sociais, políticos e religiosos. Foram trezentos anos de massacre: “a caça às bruxas”.
Sem querer a mulher competia com o homem, tanto profissional, quanto pessoal e espiritualmente.
Então, a “grande sabedoria” (bruxaria) que era passada de mãe para filha, acabou. Livros e registros foram queimados, mas a essência sobreviveu em nossas almas. Ainda somos “mágicas”...

  Somos sensíveis o suficiente para pressentirmos algo ou intuitivas para adivinharmos, é o tal do sexto sentido, que algumas têm mais aguçado. Somos mágicas ao conciliarmos tantas tarefas de uma só vez. Somos feiticeiras ao usarmos as propriedades terapêuticas das ervas, e na melhor das intenções prepararmos chás pra curar os males do corpo e da alma das pessoas queridas. Somos intimamente ligadas à natureza e estamos sujeitas com mais intensidade aos efeitos de cada fase da lua. Reverenciamos as divindades femininas do universo, exemplos de amor e compaixão, com as quais nos identificamos. Valorizamos cada ciclo de nossa existência, consciente de que em todos eles temos nossos encantos seja como donzela, mãe ou anciã. Somos naturalmente misteriosas…

    E em relação aos dons especiais que possuimos, algo interessante foi dito pelo psicólogo transpessoal e investigador alemão Dr. Hans Tem Dam. Segundo ele, não apenas uma, mas todas as mulheres do mundo podem se enquadrar em três categorias:

“ - as bruxas que curam os males físicos. Detêm o poder da natureza e o usam com a mesma naturalidade que respiram.

  - as sacerdotizas que curam os males da alma. Vivem a um nível  mais etéreo, porque essa é a natureza de seu dom. Detém o poder do Espírito, são conscientes de sua missão e a cumprem discretamente.

 -as feiticeiras que são bruxas intelectuais. Têm e sentem o dom, mas não o aceitam sem questionar, tem de analisá-lo para aceitar sua essência, compreendê-lo à luz da razão.”

     Para alguns essas teorias podem parecer um tanto quanto estranhas, mas tenho certeza que todas as mulheres se identificarão em alguma parte do que foi dito. E todos hão de concordar que a égide(proteção) do gênero feminino é essencial para a harmonia sobre a Terra! 

 

Livro para ler e conhecer um pouco mais:

O Poder Da Bruxa

A Terra, A Lua E O Caminho Mágico Feminino

Laurie Cabot, conhecida como a bruxa oficial de Salem, e com mais de vinte anos de experiência nessa arte, rompe com a tradição de sigilo, revelando os segredos de como fazer poções, sortilégios, construir altares e de realizar a magia prática. Bruxaria é um modo de vida, diz a autora, e um poderoso instrumento de conexão com a harmonia da Terra.
Cabot, Laurie & Cowan, Tom

Escrito por Patty às 20h28
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